Artigos na imprensa sobre a Hoodia

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Cientistas mais próximos de “pílula do exercício”

 

Quem nunca sonhou com uma pílula mágica capaz de desfazer os efeitos de uma pizza ou uma cerveja sobre a barriga? Segundo cientistas australianos que trabalham no desenvolvimento de uma droga para estimular os resultados de exercícios, essa realidade encontra-se a poucos anos de distância.

“Eu a chamo de droga da vaidade”, brincou Bruce Kemp, pesquisador sênior do Instituto St. Vincent de Pesquisa Médica, em Melbourne. “Muitas empresas farmacêuticas estão trabalhando nisso de maneira bastante ativa”, acrescentou. “Essa enzima é ativada durante o exercício e acelera o metabolismo para compensar o déficit de energia no músculo criado pelo exercício. Há um interesse internacional por essa enzima”, explicou Kemp.

Indústria disputa substâncias descobertas

Os cientistas acreditam que a enzima, conhecida como proteína quinase AMP-ativada, tem um papel importante na regulação do apetite e no peso corporal. Mas as pessoas em busca de um corpo perfeito continuariam precisando fazer exercícios, já que uma pílula não seria capaz de tonificar os músculos, lembrou Kemp.

“Você precisa fazer algum trabalho. Não há milagres. A pílula realizará alguns eventos metabólicos e de transcrição de genes provocados pelos exercícios, mas não fará tudo”, resumiu o pesquisador.

A busca por redutores de apetite e pílulas de emagrecimento têm preocupado alguns países. As nações do Sul da África, por exemplo, estão tentando restringir o comércio de uma planta rara que interessa à indústria farmacêutica por ter propriedades supressoras do apetite.

O cactus Hoodia é usado há mihares de anos por nativos para reduzir o apetite durante longas peregrinações no Deserto do Kalahari. A planta pode ser a chave para drogas antiobesidade muito lucrativas.

O Conselho Sul-Africano para Pesquisa Científica e Industrial (CSIR) patenteou a substância química extraída da Hoodia e licenciou o desenvolvimento do potencial comercial da planta à britânica Phytopharm.

A África do Sul, Botsuana e Namíbia propuseram colocar a Hoodia no Apêndice II da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Selvagem (Cites), que terá uma reunião em outubro. O comércio de espécies no Apêndice II “deve ser controlado para impedir uma utilização imcompatível com sua sobrevivência”.

“Colocando a espécie no Apêndice II, teremos controle sobre a quantidade de plantas que deixam a África do Sul”, disse Sonja Meintjes, diretora-adjunta do Departamento de Assuntos Ambientais e Turismo da África do Sul. A inclusão significa que as transações só podem ser feitas com autorização da Cites e todas as permissões anteriores tornam-se nulas.

A Phytopharm acredita que receberá uma autorização da Cites. “Isso fortalece nossa posição significativamente, ao tornar a exportação não-autorizada da Hoodia ilegal, em vez de somente reprovável”, comentou Richard Dixey, presidente da empresa.

Obesidade é considerada doença nos EUA

A partir de agora, a obesidade é considerada uma doença, segundo o governo dos Estados Unidos, que decidiu autorizar o reembolso de alguns tratamentos contra o problema. O secretário de Saúde do país, Tommy Thompson, anunciou na quinta-feira a uma comissão do Senado que o Medicare, sistema público de seguro de saúde, retirou de suas diretrizes a frase que afirmava que a obesidade não era uma enfermidade.

De agora em diante, se um tratamento contra a obesidade for considerado cientificamente eficaz, seus custos serão reembolsados pelo Medicare, explicou. “Com esta nova política, o Medicare poderá examinar os testes científicos com o objetivo de determinar quais intervenções melhoram a saúde”, declarou Thompson.

“A obesidade é um problema grave de saúde pública em nosso país, e sua conseqüência é que milhões de americanos sofrem problemas de saúde e morrem prematuramente”, acrescentou. A obesidade mais do que dobrou nos EUA desde 1980, afetando uma em cada três pessoas no país, o que representa 59 milhões de adultos.

A Secretaria de Saúde calcula o custo econômico direto e indireto da obesidade, devido às doenças que causa (cardiovasculares, diabetes, câncer), em US$ 120 bilhões. Além disso, destaca que o valor está em constante aumento.

Data: 18/07/2004
Fonte: Jornal do Commercio

Fonte: BioTecnologia

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