Quem nunca sonhou com uma pílula mágica capaz de desfazer os efeitos de uma pizza ou uma cerveja sobre a barriga? Segundo cientistas australianos que trabalham no desenvolvimento de uma droga para estimular os resultados de exercícios, essa realidade encontra-se a poucos anos de distância.
por Eliane Contreras
Se doce é sua paixão e motivo de quilinhos extras, esta novidade vem de encomenda: um cacto originário do deserto de Kalahari, no sul da África, que tem o poder de diminuir a atração exagerada por bolos, tortas e afins. Melhor: o Hoodia gordonii reduz o apetite por carboidratos em geral e já vem sendo usado com sucesso pelos médicos que adotam a fitoterapia como coadjuvante na perda de peso. “É um achado para quem precisa emagrecer, mas tem muita fome ou não consegue manter distância de doces e massas”, diz a médica ortomolecular e nutróloga Tamara Mazaracki, do Rio de Janeiro, que prescreve a erva há cerca de cinco meses.
O consumo do hoodia é milenar entre os nativos de tribos sul-africanas – eles usam a planta para enganar a fome e a sede nas longas jornadas de caça. Mas o hábito despertou a curiosidade de um instituto de pesquisa da África do Sul, o Council for Scientific and Industrial Research (CSIR), apenas na década de 60. E os cientistas demoraram 30 anos (ufa!) para conseguir isolar a molécula, a P57, que dá à planta o poder de inibir o apetite. Ela age na região do hipotálamo — centro da fome e da saciedade — liberando um componente químico similar à glicose, só que 10 mil vezes mais potente e sem caloria. “O organismo recebe a mensagem de que tem glicose suficiente circulando no sangue, reduzindo o apetite especialmente por massas e comidas açucaradas”, diz o farmacêutico Carlos Muniz de Souza, da Sociedade Brasileira de Farmacognosia, Regional Sudeste.
Propriedade Intelectual – 12/04/2004 – 02:13:31
O Globo
COLUNA
FARMACOLOGIA: Uma planta de gosto amargo há milênios mascada pelos integrantes do povo San, uma dos grupos étnicos mais antigos do mundo, pode se transformar na base de uma nova droga contra a obesidade. A planta chama-se hoodia. Tem um gosto horrível, mas os San, que vivem no inóspito Deserto do Kalahari, em Botsuana, ignoram. Há tempos que se sabe que ela é capaz de suprimir o apetite. Os San a mascam quando caçam para perder a fome e trazer o animal capturado inteiro de volta a sua tribo, sem passar pela tentação de devorá-lo.
Antigo remédio tribal pode tornar-se no medicamento do futuro no combate à obesidade.
Matthew McGarry
ABC News
Londres, 7 Agosto 2003
Uma planta silvestre usada há gerações por nativos do deserto do Kalahari na África do Sul para os ajudar a evitar a fome nas areias quentes e secas, pode fazer deles milionários se for desenvolvido com sucesso a partir dela um medicamento a ser utilizado pelos ocidentais para perder peso.
Pelo menos no Brasil, o poderoso Hoodia Gordonni não poderá mais ser usado por quem sempre buscou um milagre para emagrecer
Por Viviane Aguiar
National Geographic
Leon Marshall em Joanesburgo
para National Geographic News
16 de Abril 2003
A roda da fortuna pode estar a girar para os nativos San do sul de África.
BBC News
Data: 30-05-2003
O correspondente Tom Mangold viajou para África e experimentou o inibidor de apetite Hoodia, uma planta que pode tornar milionários os nativos do Kalahari.
Imagine isto: uma cápsula orgânica que acaba com o apetite e ataca a obesidade.
Não tem efeitos secundários conhecidos e contém uma molécula que engana o cérebro fazendo-o crer que tem o estômago cheio.
No deserto do Kalahari profundo, cresce um cacto muito pouco atraente chamado Hoodia. Floresce em temperaturas extremamente elevadas e demora anos a amadurecer.
Financial Times
16 de Junho 2004
David Firn
A Phytopharm está em negociações avançadas para licenciar a um fabricante de comidas processadas um supressor do apetite isolado a partir de uma planta do deserto, para ser utilizado em produtos dietéticos.
Esta empresa de biotecnologia, especializada no desenvolvimento de medicamentos a partir de plantas, está presumivelmente em conversações com a NESTLÉ da Suíça e com a KRAFT FOODS, americana, no intuito de desenvolver um aditivo para produtos de emagrecimento.
A planta é um potencial dietético do futuro, proveniente da África do Sul.
[ Última actualização às 15:30 do dia 09/05/2005 ]
Uma forma de combater a obesidade chega do deserto do Kalahari, na África do Sul. O cacto Xhoda, conhecido há milhares de anos pelo povo bosquímane, é capaz de retirar a fome a quem tem excesso de apetite
Uma solução para a obesidade moderna que floresce há milénios. O povo bosquímane mastigava o cacto, sem espinhos, para enfrentar a dureza das caçadas sem comer.
Regina Marcondes
Hoodia gordonii é uma espécie de cactus suculento, com cerca de 180 cm de altura, conhecido como Hoodia cacto ou
Xhoba, originário das partes áridas do sul da África.
Em 1937, um antropologista descobriu seus efeitos anorexígenos ao estudar uma das tribos mais antigas e primitivas do mundo. Os nativos mascavam a haste de um certo cactus para aliviar a fome antes e durante longos períodos de caça, que se
estendiam por centenas de milhas no deserto.